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Rio Branco, Brazil
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Projeto de Pavimento Flexível em Rio Branco: Soluções para o Solo Acreano

A expansão de Rio Branco a partir dos anos 1970, impulsionada pela migração e pelo crescimento dos seringais, trouxe um desafio permanente para a infraestrutura viária: construir sobre os solos finos da Formação Solimões. A cidade, cortada pelo Rio Acre e com mais de 360 mil habitantes, convive com argilas siltosas de alta plasticidade que complicam qualquer projeto de pavimentação. Em obras que vão desde a recuperação do anel viário até os novos loteamentos na região da Estrada do Amapá, o dimensionamento correto do pavimento flexível define se a via vai durar duas ou vinte temporadas de chuva. Nossa equipe técnica atua em Rio Branco combinando ensaios de campo e laboratório para calibrar cada camada do pavimento à realidade local, evitando trincas precoces e deformações por umidade. Quando o subleito é muito fraco, recorremos a técnicas de melhoramento como a vibrocompactação para densificar o solo de fundação antes de assentar a estrutura do pavimento, garantindo uma plataforma estável mesmo em áreas de várzea drenada.

No Acre, a diferença entre um pavimento que trinca em dois anos e um que dura quinze está na leitura correta do CBR do subleito saturado.

Metodologia e escopo

Em nossas campanhas de campo em Rio Branco, a primeira etapa é sempre a caracterização do subleito com o equipamento de CBR viário — realizamos o ensaio in situ com macaco hidráulico e anel dinamométrico calibrado, seguindo a DNER-ME 049/94, para medir a resistência à penetração nas condições reais de umidade do solo acreano. Complementamos a investigação com a extração de amostras indeformadas em poços de inspeção rasos, que nos permitem ver a estratigrafia típica da região: uma crosta laterítica fina sobre argila siltosa variegada, muitas vezes com lençol freático a menos de dois metros. Em laboratório, rodamos a granulometria por peneiramento e sedimentação, além dos limites de Atterberg, para classificar o solo no sistema TRB e definir a faixa de trabalho aceitável para a compactação. Com esses dados, dimensionamos a espessura de cada camada — revestimento betuminoso, base e sub-base — usando o método do DNER adaptado às curvas de fadiga do asfalto modificado com polímero, que tem respondido bem ao tráfego pesado dos caminhões que abastecem a cidade pela BR-364.
Projeto de Pavimento Flexível em Rio Branco: Soluções para o Solo Acreano

Considerações locais

A NBR 7207:1982 e as instruções de serviço do DNIT são categóricas sobre a necessidade de proteger as camadas granulares da saturação, e em Rio Branco essa exigência ganha um peso redobrado. A cidade registra médias pluviométricas superiores a 2.100 mm anuais, com uma estação chuvosa que se estende de novembro a abril e transforma qualquer falha de drenagem em um mecanismo de ruína progressiva do pavimento. O que mais encontramos em diagnósticos de vias deterioradas na região central e no bairro Bosque é o bombeamento de finos: a água infiltrada pelas trincas pressuriza a base durante a passagem dos veículos, expulsando o material fino e criando cavidades sob o revestimento. Um projeto de pavimento flexível que ignore a execução de drenos profundos laterais e a selagem imediata das juntas está, na prática, condenado a falhar prematuramente. Sem o controle tecnológico adequado, o custo de reconstrução pode triplicar em menos de cinco anos, sem falar nos transtornos para a mobilidade urbana de uma capital que depende criticamente de suas vias arteriais.

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Normas aplicáveis

DNER-ME 049/94 (CBR in situ), ABNT NBR 7207:1982 (Terminologia e classificação de pavimentos), DNIT 031/2006-ES (Pavimentos flexíveis — Concreto asfáltico), ABNT NBR 9895:2016 (Índice de Suporte Califórnia), ABNT NBR 6457:2024 (Amostras de solo — Preparação para ensaios)

Serviços técnicos associados

01

Estudo geotécnico do subleito

Mapeamento da capacidade de suporte com ensaios CBR in situ e coleta de amostras indeformadas ao longo do traçado da via. Classificação TRB e análise da expansibilidade das argilas locais.

02

Dimensionamento estrutural do pavimento

Definição das espessuras de reforço, sub-base, base e revestimento pelo método do DNER, considerando o número N de operações do eixo padrão e as características dos materiais regionais.

03

Controle tecnológico de execução

Acompanhamento da compactação com densidade in situ (cone de areia e frasco de areia), verificação do teor de ligante no asfalto usinado e avaliação da deflexão com Viga Benkelman para liberação da pista.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Método de dimensionamentoDNER (adaptado à realidade climática local)
Índice de Suporte Califórnia (CBR) mínimo≥ 6% para subleito; ≥ 20% para sub-base; ≥ 60% para base granular
Grau de compactação exigido100% do Proctor Intermediário para base e sub-base
Tipo de revestimento predominante em Rio BrancoConcreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) com CAP 50/70
Vida útil de projeto10 a 12 anos para vias arteriais
Frequência de ensaios de controle1 ensaio de densidade in situ a cada 100 m por faixa de rolamento
Deflexão máxima admissível (Viga Benkelman)D25 ≤ 0,50 mm para N ≥ 10⁶

Perguntas frequentes

Qual o custo médio para desenvolver um projeto de pavimento flexível em Rio Branco?

O investimento para um projeto completo, que inclui sondagens, ensaios de laboratório e dimensionamento executivo, parte de aproximadamente R$ 100.000 para um trecho típico de via urbana de 1 km. Esse valor considera a campanha de campo com coleta de amostras, os ensaios de CBR e granulometria, e a emissão da ART do projeto.

Por que o CBR do subleito em Rio Branco costuma ser tão baixo?

O solo predominante na região é uma argila siltosa da Formação Solimões, que quando saturada pelas chuvas intensas perde grande parte da capacidade de suporte. É comum encontrarmos valores de CBR entre 2% e 5% na umidade natural, o que exige quase sempre uma substituição parcial do subleito ou a execução de uma camada de reforço com material granular importado de jazidas próximas a Senador Guiomard.

Quanto tempo leva para liberar o controle tecnológico de uma camada compactada?

Os ensaios de densidade in situ e umidade são executados no mesmo dia da compactação. Já o resultado do CBR de laboratório, quando precisamos moldar corpos de prova para verificar a expansão, pode levar de 3 a 4 dias úteis após a saturação, dependendo do cronograma de obra e da urgência da liberação da frente de serviço.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Rio Branco e sua zona metropolitana.

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