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Rio Branco, Brazil
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Estudo CBR para pavimentos em Rio Branco: ensaio, norma e critérios técnicos

As argilas siltosas que dominam boa parte do perímetro urbano de Rio Branco – com camadas de até 8 metros de material coluvionar sobre o arenito da Formação Solimões – reagem rápido à variação de umidade típica da Amazônia ocidental, onde a precipitação anual passa dos 1.900 mm. Quando a sub-leito de uma via em Rio Branco não é caracterizada com ensaio CBR antes da pavimentação, o risco de afundamento por perda de suporte aparece logo nas primeiras chuvas fortes. Por isso o estudo CBR para projeto viário em Rio Branco não pode ser só um número de laboratório: exige correlação entre a energia de compactação, a umidade ótima e a expansão medida em amostras indeformadas coletadas no traçado real. A equipe executa o ensaio conforme DNER-ME 049/94, com sobrecarga padronizada e imersão por 4 dias, e entrega o perfil de CBR ao longo da diretriz para que o projetista defina cortes, aterros e reforço do sub-leito com segurança. Complementamos a campanha com sondagens SPT quando o traçado atravessa depósitos de várzea, e com granulometria por peneiramento e sedimentação para classificar os finos que controlam a sensibilidade à água do solo de Rio Branco.

CBR sem controle de expansão e umidade em solo tropical de Rio Branco é só um número – não representa o que acontece com o pavimento na estação chuvosa.

Metodologia e escopo

Um erro frequente nas obras viárias do Acre é compactar a camada final do sub-leito com a umidade de campo sem verificar se ela está dentro do intervalo de ±2% da umidade ótima do proctor – e depois confiar só no CBR de projeto sem repetir o ensaio para o material realmente aplicado. Aqui em Rio Branco, onde a estação seca vai de junho a setembro e a chuvosa derruba a resistência dos solos finos, essa prática gera trincas longitudinais e panelas antes mesmo do recebimento da obra. O ensaio CBR que executamos resolve isso em duas frentes: primeiro determinamos a curva de compactação na energia especificada pelo projetista (normalmente Proctor Intermediário ou Modificado), depois moldamos o corpo de prova na umidade ótima, saturamos e medimos expansão e penetração. O resultado é um valor de CBR que reflete a condição crítica do material saturado – exatamente o que a via enfrenta quando o lençol freático sobe no inverno amazônico. Para vias de tráfego pesado conectando Rio Branco a Porto Velho, associamos o CBR ao ensaio de densidade in situ com cone de areia na liberação de camadas, porque de nada adianta um CBR de 12% se o grau de compactação em campo ficar abaixo de 95%.
Estudo CBR para pavimentos em Rio Branco: ensaio, norma e critérios técnicos

Considerações locais

A diferença entre a estiagem severa de agosto e as chuvas de março em Rio Branco impõe uma variação de sucção nos solos não saturados que nenhum CBR medido na umidade de campo consegue capturar. Se o estudo CBR para projeto viário ignora a condição saturada – ou se a imersão é encurtada para ganhar prazo – o pavimento entra em colapso por perda de sucção assim que a frente de umidade atinge o sub-leito. Em aterros sobre solos moles da planície do rio Acre, o recalque por adensamento soma-se à redução de CBR e o quadro fica ainda mais crítico: a via afunda de forma diferencial exatamente nos pontos onde a espessura de argila orgânica é maior. Nossa recomendação para obras em Rio Branco é sempre executar o ensaio com imersão completa de 4 dias e medir a expansão com extensômetro a cada 24 horas, registrando a curva tempo-deformação. Se a expansão ultrapassar 3% em solo de sub-leito, o projeto precisa prever substituição ou estabilização com cal ou cimento – decisão que só se toma com dados reais, não com estimativas de gabinete.

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Normas aplicáveis

DNER-ME 049/94 – Solos: determinação do Índice Suporte Califórnia, DNIT 172/2016 – Pavimentação: sub-base estabilizada granulometricamente, ABNT NBR 9895:2016 – Solo: Índice de Suporte Califórnia (ISC), ASTM D1883-21 – Standard Test Method for CBR of Laboratory-Compacted Soils, DNIT ES 141/2010 – Pavimentação: base estabilizada granulometricamente

Serviços técnicos associados

01

Ensaio CBR com expansão e compactação

Moldagem do corpo de prova na energia especificada, imersão por 96 horas com leitura de expansão a cada 24h e ruptura por penetração. Emitimos a curva pressão-penetração e o valor de CBR corrigido para cada furo ao longo do traçado da via em Rio Branco.

02

Caracterização completa do sub-leito

Além do CBR, executamos granulometria, limites de Atterberg, compactação Proctor e densidade in situ para fechar o diagnóstico do solo. O pacote atende às exigências do DNIT para liberação de camadas de terraplenagem e pavimentação em obras urbanas e rodoviárias.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Norma do ensaioDNER-ME 049/94, ASTM D1883
Energia de compactação típicaProctor Intermediário (26 golpes) ou Modificado (55 golpes)
Tempo de imersão96 horas (4 dias) com sobrecarga de 4,5 kg
Teor de umidade ótimo (faixa local)14% a 22% para solos argilo-siltosos de Rio Branco
Expansão máxima admissível (sub-leito)≤ 2% para vias arteriais, ≤ 1% para corredores de ônibus
CBR mínimo recomendado (DNIT)Sub-leito ≥ 2%, Reforço ≥ 6%, Sub-base ≥ 20%, Base ≥ 60%
Diâmetro do corpo de prova152 mm (moldado em 5 camadas)

Perguntas frequentes

Qual o prazo para entrega do relatório de ensaio CBR em Rio Branco?

O ensaio CBR completo, incluindo compactação, imersão de 4 dias e ruptura, fica pronto em 7 a 10 dias corridos. A caracterização complementar (granulometria e limites) sai em 3 dias úteis. Para campanhas com mais de 10 pontos ao longo do traçado, coordenamos a logística para entregar os resultados por lote, conforme a frente de obra avança.

Quanto custa um ensaio CBR para projeto viário?

O ensaio CBR completo (compactação + expansão + ruptura) custa a partir de $100.000 por corpo de prova. O valor final depende da quantidade de pontos, da energia de compactação especificada e da necessidade de ensaios complementares como granulometria e limites de Atterberg. Enviamos orçamento detalhado após receber o perfil longitudinal do traçado.

O ensaio CBR pode ser feito com amostras coletadas em campo em Rio Branco?

Sim. Coletamos amostras indeformadas ou deformadas diretamente nos furos de sondagem ao longo da diretriz da via. Para solos argilo-siltosos de Rio Branco, recomendamos a coleta com anel biselado nos primeiros 1,5 m de profundidade, que é a camada que mais sofre com variação de umidade e controla o desempenho do pavimento.

Qual a diferença entre CBR de laboratório e CBR in situ?

O CBR de laboratório (DNER-ME 049/94) é executado sobre corpo de prova compactado na energia de projeto e ensaiado saturado – é o valor usado no dimensionamento do pavimento. O CBR in situ, medido com penetrômetro dinâmico, serve para controle de execução e verificação da homogeneidade da compactação, mas não substitui o ensaio de laboratório para fins de projeto.

O relatório de CBR atende às exigências do DNIT para obras federais no Acre?

Atende. Emitimos o relatório conforme DNER-ME 049/94 e DNIT 172/2016, com curva de compactação, curva pressão-penetração, valor de CBR corrigido, expansão medida e classificação do solo. O documento é assinado por engenheiro com registro no CREA e inclui ART quando exigido pela fiscalização.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Rio Branco e sua zona metropolitana.

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